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Líder indígena, Raoni mente no G7 da França sobre queimadas na amazônia
''Ao afirmar que não viu esse "incêndio" antes de Bolsonaro, o líder mente de forma irresponsável para a comunidade internacional e os líderes do G7''
Publicado em: 29/08/2019 ás 15:25:00
Fonte: Olhar Cidade

O líder indígena Kayapó, Raoni Metuktire, do alto Xingu esteve nesta segunda-feira (26-08) no centro internacional das polêmicas sobre as queimadas na Amazônia no G7 em Biarritz na França, ele esteve reunido com o presidente Frances, Emmanuel Macron, a quem pediu ajuda para levantar 1 milhão de euros para fazer uma cerca de proteção no Parque Nacional do Xingu, a cerca seria composta de Bambus. 

Ele falou aos líderes do G7, onde pediu ajuda para preservar as terras indígenas do Brasil. 

Depois, numa entrevista coletiva, Raoni disse que o presidente Jair Bolsonaro está incitando os produtores rurais a fazerem incêndios: "Não vimos esse tipo de fogo antes de Bolsonaro. Pensamos que muitos pecuaristas e mineradoras sentem que Bolsonaro os apoia para fazer esses incêndios" e foi destaque no Jornal Nacional desta segunda-feira (26-08). 

Ao afirmar que não viu esse "incêndio" antes de Bolsonaro, o líder mente de forma irresponsável para a comunidade internacional e os líderes do G7, em 2006 o Parque Nacional do Xingu foi alvo de um grande incêndio que desfastou 8% do seus território, a possível causa foi a limpeza da roça dos próprios indígenas, como pode ser comprovado na reportagem do Globo Rural de 25 de setembro de 2016, clique aqui, ou assista abaixo. 

Em 2016 um incêndio já destruiu mais de 210 mil hectares de floresta do Parque Nacional do Xingu. Em 2018 o Parque Nacional do Xingu foi alvo novamente de um incêndio de grandes proporções.

Os incêndios na Amazônia não acontecem de hoje, e os agricultores são os principais afetados ao mesmo tempo na mídia nacional e internacional sãos os primeiros culpados, por discurso controversos como os de hoje do líder Kayapó. 

Roubo de madeiras em terras indígenas tem sido outro grande problema na região do Parque Nacional do Xingu e nas reservas, muitas das vezes, por falta de dinheiro, os indígenas são facilmente aliados por madeireiros e acabam vendendo suas áravores por valores irrisórios. O mesmo acontece com os garimpeiros.

Outro Lado

Em contato com o Olhar Cidade, a coordenadora de Projetos do Instituto Raoni, Karina Fabiana, afirmou que a cerca ecologica de bambus não é um projeto do Instituto, portando não é verdadeira a informação que imprensa nacional vem publicando. "Todos sabemos que uma cerca de bambu não segura nem gado quanto mais um trator, e os recursos que entram na nossa instituição são recebidos através de convênios concebidos por editais ou chamadas públicas, essa história de um milhão é fora da realidade", explicou.

"Os recursos chega no Instituto Raoni são aplicados em projetos sustentáveis, para proteção do territorial e cultural dos povos Mebengokre, incluindo a geração de renda", finaliza.

 

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