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Jovens brasileiros ganham oito prêmios em feira de ciências nos EUA
''Realizada pela USP, a Febrace selecionou 14 dos 29 estudantes que representaram o Brasil na Intel ISEF''
Publicado em: 21/05/2019 ás 14:19:00
Fonte: Jornal.usp.br

A Intel ISEF é a maior feira internacional de Ciências e Engenharia para quem ainda não chegou ao ensino superior. Na última edição, realizada de 12 a 17 de maio, nos Estados Unidos, a feira deu oito prêmios a estudantes do Brasil, país mais premiado da América Latina.

 

Participaram da feira 1.800 estudantes de 81 países e territórios com projetos inovadores nas áreas das ciências, tecnologia, engenharia e matemática – propostas que buscam soluções para melhorar a qualidade de vida em suas localidades e em todo o mundo. Eles concorreram a mais de US$ 5 milhões em prêmios e foram julgados pela sua capacidade criativa, pensamento científico, rigor, competência e clareza mostrada em seus projetos.

Com 29 estudantes, a delegação brasileira foi a 10ª mais premiada do mundo. A 17ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) selecionou 14 destes participantes, que apresentaram nove projetos. Um deles levou o primeiro lugar na categoria Materials Science. Desenvolvido por Juliana Davoglio Estradioto, de 18 anos, o projeto CATCHPOOH tem como objetivo o aproveitamento de resíduos da noz macadâmia para biossíntese de celulose e confecção de embalagens.

A ISEF é realizada desde 1950 e já revelou milhares de talentos em ciências e engenharia. Desde 1997, a feira conta com o patrocínio da Intel. Todos os cientistas que integram o corpo de avaliadores da feira têm titulação de Ph.D. ou equivalente. Entre eles, há ganhadores de prêmios relevantes, inclusive o Nobel.

Parte da delegação brasileira durante a Intel ISEF 2019 – Foto: Divulgação/Febrace

Os premiados da Febrace

A Febrace 2019 foi realizada entre os dias 19 e 21 de março, na Cidade Universitária, em São Paulo. Organizada pelo Escola Politécnica (Poli) da USP, é o maior evento do tipo no País e abre espaço para que estudantes do ensino fundamental (8º e 9º anos), médio e técnico de escolas públicas e particulares de todo o Brasil apresentem projetos com fundamento científico, nas diferentes áreas das ciências e da engenharia. Os melhores projetos, em diversas categorias, ganham troféus, medalhas, bolsas e estágios. Os finalistas também concorrem a uma das nove vagas de projetos para representar o Brasil na Intel ISEF.

Conheça os projetos selecionados pela Febrace que foram até os Estados Unidos e foram premiados:

17 de maio, Phoenix, Arizona, Grand Awards Ceremony

Primeiro lugar em Materials Science – Prêmio de US$ 3.000
Juliana Davoglio Estradioto (18)
Projeto: CATCHPOOH: aproveitamento de resíduos para biossíntese de celulose e confecção de embalagem
Escola: IFRS – Campus Osório, Osório – RS

Terceiro lugar em Plant Sciences – Prêmio de US$ 1.000
João Pedro Silvestre Armani (16)
Projeto: Revestimentos comestíveis na pós-colheita de laranjas
Escola: Colégio Gabriela Mistral, Palotina – PR

Quarto lugar em Translational Medical Science – Prêmio de US$ 500
Ekarinny Myrela Brito de Medeiros (18)
Projeto: Desenvolvimento de cateter bioativo proveniente do aproveitamento do líquido da castanha de caju (Anacardium occidentale) como alternativa na prevenção de infecção sistêmica
Escola: E.E. Prof. Hermógenes Nogueira da Costa, Mossoró – RN

16 de maio, Phoenix, Arizona – Special Awards Ceremony – 4 prêmios

Primeiro lugar da Patent and Trademark Office Society – prêmio de US$ 500
Ekarinny Myrela Brito de Medeiros (18)
Projeto: Desenvolvimento de cateter bioativo proveniente do aproveitamento do líquido da castanha de caju (Anacardium occidentale) como alternativa na prevenção de infecção sistêmica
Escola: E.E. Prof. Hermógenes Nogueira da Costa, Mossoró – RN

Com 29 estudantes, a delegação brasileira foi a 10ª mais premiada do mundo. A 17ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) selecionou 14 destes participantes, que apresentaram nove projetos. Um deles levou o primeiro lugar na categoria Materials Science. Desenvolvido por Juliana Davoglio Estradioto, de 18 anos, o projeto CATCHPOOH tem como objetivo o aproveitamento de resíduos da noz macadâmia para biossíntese de celulose e confecção de embalagens.

A ISEF é realizada desde 1950 e já revelou milhares de talentos em ciências e engenharia. Desde 1997, a feira conta com o patrocínio da Intel. Todos os cientistas que integram o corpo de avaliadores da feira têm titulação de Ph.D. ou equivalente. Entre eles, há ganhadores de prêmios relevantes, inclusive o Nobel.

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