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Em carta, ex-aliados dizem que Taques 'quebrou o estado' e anunciam oposição
''Ex apoiadores ferrenhos como Adriana Vandoni e Aldo Locatelli citam incompetência do governador e detonam gestão''
Publicado em: 24/04/2018 ás 17:19:00
Fonte: Muvuca Popular

Cerca de 31 ex-aliados do governador Pedro Taques em 2014, participaram da elaboração de uma carta em manifesto a atuação do tucano no governo. Com isso, revelam em quatro páginas, o porque não apoiam a reeleição do gestor ao executivo. 

A carta começa com o desabafo de decepção dos que apoiaram Taques desde 2010, ano em que foi eleito senador da República. Sendo assim, ressaltam que ao apostarem nele como governador, acreditavam que seria o momento de transformação do Estado. 

No entanto, destacam que vaidades, intrigas, brigas, piora nos serviços públicos, falta de planejamento, promessas não cumpridas, centenas de placas lançadas sem um centímetro de obra iniciada, troca constante de secretários, escândalos, desrespeito com os servidores públicos, atrasos nos salários e com fornecedores, foram grandes marcas do governo, que passou grande parte do tempo olhando para o retrovisor, culpando a administração anterior e a crise, mostrando-se incapaz de gerar uma agenda positiva, propondo alternativas e implantando soluções.

Entre os pontos relevantes citados na carta, está o caos na saúde pública. Os dissidentes pontuam que há constante falta de remédios na farmácia de Alto custo; Falência total do MT Saúde, apesar do desconto na folha de pagamento do servidor público pelo plano de saúde; Falha no repasse do dinheiro da saúde aos municípios; Constantes atrasos no repasse do dinheiro dos hospitais regionais; Não repassou o dinheiro dos hospitais filantrópicos, conforme acordado; Prometeu e não cumpriu a construção de novos hospitais regionais em Porto Alegre do Norte, Tangará da Serra, Juína e Pontes e Lacerda; Foi incapaz de reiniciar a construção do Hospital Universitário, paralisada há mais de 4 anos, com R$ 80 milhões disponíveis em conta corrente para a obra.

Além dos compromissos feitos em 2014 e que não cumpridos. Segundo levantamento do site G1 da Globo menos da metade das promessas do tucano foram executadas. Entretanto, relatam algumas situações que se encontram até hoje sem solução, como obras importantes iniciadas na Copa do Mundo, que seguem paralisadas e inacabadas (VLT e 4 Centros Olímpicos no interior: Rondonópolis, Sinop,Cáceres e Barra do Garças) e asfaltos em várias estradas estaduais que nem começaram. 

Os ex-aliados de Taques frisam que a agestão é ineficiente deixando acontecer atrasos de salários de servidores e repasse aos poderes depois de décadas sendo pagos em dia, e  de fazer reformas administrativa e tributária prometidas durante a campanha, provocando o caos na gestão, inibindo novos investimentos no Estado e a geração de empregos.

No decorrer do texto descritos pelos políticos indgnados, também acrescentam a falta de palavra de Taques perante os prefeitos e população de Mato Grosso,e a quebra das finanças do estado. Além de reforçar os escândalos e os fortes indícios de corrupção. 

Entre os ex-aliados estão pessoas de dentro da casa do tucano, como a sua ex-conselheira e secretária de Transparência, Adriana Vandoni, o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde e também coordenador da campanha de 2014, Otaviano Pivetta,o empresário Aldo Locatelli que foi um dos principais financiadores de campanha, o ex-vice governador Carlos Fávaro e o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes que foi o principal financiador da campanha  de Taques ao Senado. Também assinam carta, o senador José Medeiros, o ex governador de Mato Grosso e apoiador da campanha, Júlio Campos, o  vice-prefeito de Cuiabá, Niuan Ribeiro, o deputado estadual Zeca Viana que foi coordenador da campanha e um das principais fontes financeiras de Taques, entre outros nomes de expressão política e empresarial em Mato Grosso. 

 

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